O
nervosismo só aumenta a cada minuto. A razão ainda esta presente, mas a emoção
ocupa o seu lugar. Uma grande vontade em
conhecer o novo alem mar. Se é que há algo de novo em voltar para casa, a Mãe
África.
Eis
que surge uma possibilidade. Após cem, duzentos, talvez trezentos anos, ou
mais. Há muito tempo não nos encontramos com tanta proximidade. Quando parti,
levei para o Brasil um pouco de ti. Agora retorno a essência do já fui, do que
não sou e do que quero voltar a ser. Talvez possa chamá-la de ancestralidade.
Uma busca de minha verdadeira história que o “nosso” colonizador comum não nos
permitiu conhecer.
De
ti, Angola e África, um sequestro e um oceano não mais nos importa, não mais
nos separa. Em poucas horas seremos novamente parte de um todo. As estratégias
que usaram para nos separar, para nos dividir não têm mais nenhum efeito. A
resiliência faz com que consigamos nos unir ainda mais, mesmo com tanta
adversidade.
No
reencontro não sabemos bem o que fazer, o que falar e como agir.
Seja
o que for, como for, nada importa, desde que seja verdadeiro.
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