sexta-feira, 8 de novembro de 2013

#4- A missão de Kaluh

Agora que vocês já sabem um pouco sobre mim, sinto-me a vontade para falar sobre a missão que recebi. Por acreditar que não estamos nesse mundo por acaso, perceber e realizar uma missão dá sentido à nossa vida. Se você ainda não esta nessa etapa da vida, não se desespere e vá à luta. Com cautela e discernimento logo encontrará.

Podemos reconhecer uma missão através de várias formas. Para algumas pessoas pode surgir a partir de um sonho onde é projetado algo a ser feito. Pode ser também através de uma vontade “pessoal” que surge e se perpetua de forma inexplicável e inquestionável. Ou ainda de forma hereditária e involuntária, onde os laços familiares designam e convencem sobre o que se deve fazer.


Em alguns momentos podemos até fraquejar, pois lutar por uma missão não é tarefa fácil. Encontramos aliados na trajetória e devemos agradecer-lhe “um bucado”. Também tropeçamos em pessoas que dificultam a nossa caminhada e ainda assim lhe somos gratos por colocar-nos a teste se aquela é realmente uma missão factível (possível). Quando refletimos, chegamos a conclusão de que caminhamos no rumo certo. Afinal, pra frente é que se anda!

A nossa missão nunca vem pronta (de bandeja). Aliás, ela nunca esta pronta e quanto mais achamos que estamos perto dela, ela se afasta um pouco mais. Ela só tem fim quando deixamos de viver. E quando digo viver não é apenas o contrário de morrer, mas sinônimo de sonhar. Sim, você pode até estranhar, mas existem muitas pessoas por ai que estão apenas sobrevivendo, já que abriram mão de sonhar. Imagino que têm seus motivos para estarem assim, mas achei importante separar as pessoas em dois grupos: as que sonham e considero que essas vivem e as que abriram mão de sonhar e apenas caminham sem um objetivo. 

Vou manter segredo em relação à forma como encontrei a minha missão, mas posso assegura-lhes que ela vem sendo cumprida fielmente. Cada etapa conquistada é como um degrau rumo ao topo. Quando seguimos com aliados podemos chegar juntos e evitamos a estranha sensação de comemorarmos sozinhos lá no lugar mais alto.

Estamos sempre numa busca incessante. Nessa etapa da missão, que também não posso revelar ao todo, até porque nem eu mesmo sei defini-la com precisão, parto rumo a Luanda, Angola. Algo me diz que lá é um bom lugar para cumprir essa etapa em busca da minha identidade e da nossa história. Já diziam os mais velhos: “A felicidade do povo negro é uma felicidade guerreira.” 


Então vamos lá navegar nas inúmeras possibilidades e comemoramos cada etapa da nossa vitória.

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